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ÓPERA DO MALANDRO Revival Mixes Political Satire, References to Umbanda, and Brazilian Popular Culture

by Claudio Erlichman. Under the vision of director Jorge Farjalla, the production runs until March 15th, at Teatro Renault.

By: Jan. 26, 2026
ÓPERA DO MALANDRO Revival Mixes Political Satire, References to Umbanda, and Brazilian Popular Culture  Image

One of the most celebrated works in Brazilian musical theatre is back on stage. Ópera do Malandro (The Scoundrel’s Opera), written by Chico Buarque, premiered on January 23 at Teatro Renault in São Paulo, unveiling a bold new production that revisits the classic nearly 50 years after its original debut. Directed by acclaimed theatre-maker Jorge Farjalla, with musical direction by Gui Leal, the show runs through March 15 in a short season.

Set in Rio de Janeiro’s bohemian underworld, Ópera do Malandro tells a sharp, ironic story of power, corruption and desire. At the center of the plot is Duran, a pimp who masquerades as a respectable businessman, and his wife Vitória, whose name ironically contrasts with her morally dubious livelihood. Their daughter Teresinha dreams of social ascension through her romance with Max Overseas Navalha, a charming and ambitious con artist entangled in shady deals with the corrupt police chief Chaves, also known as Tigrão. Around them circulates a vivid gallery of characters, including prostitutes disguised as boutique saleswomen and the tragic figure of Geni, a marginalized travesti who becomes the target of constant abuse and hypocrisy.

Farjalla’s new staging celebrates the enduring relevance of Chico Buarque’s work while boldly reimagining it for contemporary audiences. Drawing inspiration from Bertolt Brecht’s The Threepenny Opera—itself rooted in John Gay’s The Beggar’s Opera—the production also incorporates elements of Afro-Brazilian spirituality, particularly Umbanda. References to the entidades do “povo da rua” (street spirits) shape the characters and the visual language of the show, creating a unique aesthetic that blends satire, ritual and popular culture. The result is a festive, immersive experience that invites the audience not only to watch, but to feel implicated in the moral games unfolding on stage.

ÓPERA DO MALANDRO Revival Mixes Political Satire, References to Umbanda, and Brazilian Popular Culture  ImageProduced by Palco 7 Produções (by Marco Griesi) and Solo Entretenimento (by Daniela Griesi), the musical continues a successful creative partnership with Jorge Farjalla that has defined some of Brazil’s most popular theatrical productions in recent years. Their previous collaborations include The Mystery of Irma Vep, Eternal Sunshine of the Spotless Mind and the hit Clara Nunes – A Tal Guerreira – O Musical.

This new Ópera do Malandro boasts a large and star-studded cast. José Loreto takes on the role of Max Overseas Navalha, while Carol Costa plays Teresinha and Totia Meireles embodies Vitória Régia. Ernani Moraes appears as Duran, Amaury Lorenzo as Tigrão/Chaves, and Valéria Barcellos brings depth and poignancy to Geni. The ensemble also includes Andrezza Massei, Ana Luiza Ferreira, Isaac Belfort, Marya Bravo, Patrick Amstalden, Larissa Grajauskas, Paulo Viel, Marina Mathey, Rafael Machado, Carol Botelho, Giu Mallen, Preta Ferreira, Dai Ribeiro and Dion Seabra, among others, reflecting the scale and ambition of the production.

More than a revival, Ópera do Malandro  is presented as a tribute to Chico Buarque and to the Brazilian musical theatre tradition itself. With its biting humor, unforgettable songs and sharp social commentary, the show remains strikingly relevant, exposing the thin line between respectability and crime, and the enduring mechanisms of power and exclusion.

Performances take place from Friday to Sunday, with tickets available online and at the Teatro Renault box office. Nearly five decades after it first shocked and delighted audiences, Ópera do Malandro proves once again that its mix of music, satire and political insight is as vibrant—and unsettling—as ever.

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Between satire, music and power: Ópera do Malandro returns in a major production.
photo by Mare Martin.

Clássico do teatro musical brasileiro assinado por Chico Buarque, Ópera do Malandro estreou no Teatro Renault, em São Paulo, no dia 23 de janeiro de 2026. A nova montagem apresenta um elenco de destaque, sob a direção de Jorge Farjalla, em uma concepção inédita do espetáculo
Em cartaz até 15 de março, atemporada terá apresentações de sexta a domingo. Os ingressos já estão à venda pela internet, no site www.ticketsforfun.com.br, e na bilheteria oficial do Teatro Renault

A gênese de Ópera do Malandro remonta a um episódio real que chamou a atenção nos anos 1970. Em maio de 1976, ao ler a notícia da morte do célebre bandido Gino Amieto Meneghetti (1878-1976) — italiano radicado no Brasil e figura lendária do submundo paulistano —, o diretor Luiz Antônio Martinez Corrêa (1950-1987) teve a ideia de adaptar A Ópera dos Mendigos (1728), de John Gay (1685-1732), para o contexto brasileiro. Ao procurar Chico Buarque para o projeto, descobriu que o compositor já desenvolvia uma proposta semelhante ao lado de Ruy Guerra: uma adaptação de A Ópera dos Três Vinténs (1928), de Bertolt Brecht (1898-1956) e Kurt Weill (1900-1950), que acabou se concretizando nos palcos.

A primeira montagem do espetáculo estreou em 1978, no Teatro Ginástico, no Rio de Janeiro, em pleno período da ditadura civil-militar, com direção de Luiz Antônio, irmão de Zé Celso Martinez Corrêa (1937-2023). O elenco reunia nomes expressivos do teatro brasileiro, como Ary Fontoura (Duran), Cláudia Jimenez (Mimi Bibelô), Elba Ramalho (Lúcia), Emiliano Queiroz (Geni), Marieta Severo (Teresinha), Neusa Borges (Shirley Paquete) e Otávio Augusto (Max Overseas), entre outros.

Ambientada na Lapa — tradicional reduto da boemia e da malandragem carioca —, Ópera do Malandro retrata o Brasil do pós-Segunda Guerra Mundial, período marcado pela decadência do bairro e pelo crescimento da influência norte-americana na economia, nos costumes e nas relações de poder do país. A trama gira em torno de Duran e Vitória, proprietários de uma cadeia de bordéis que se disfarça sob a aparência de um respeitável negócio. Teresinha, filha do casal, retorna do exterior com ideias modernas e se alia a Max Overseas, um ambicioso contrabandista, para criar um empreendimento “inovador”, em contraste com os métodos considerados ultrapassados do pai. A promiscuidade entre poder público e marginalidade aparece personificada na figura do inspetor Chaves — chamado de “Tigrão” por Max —, símbolo da corrupção institucionalizada.

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Marieta Severo between Ary Fontoura and Otávio Augusto,
in the background Nadinho da Ilha (white suit),
in the original staging of Ópera do Malandro, 1978.
Photo by divulgação.

Além de assinar o texto, Chico Buarque compôs 17 canções originais para o musical, que se integram organicamente à narrativa. Diferentemente dos musicais tradicionais montados no Brasil, as músicas não funcionam como números isolados, mas como continuidade dramática da ação, aprofundando personagens e situações.

A obra dialoga diretamente com suas matrizes europeias. A Ópera dos Mendigos, nasceu como uma sátira mordaz à corrupção moral da sociedade inglesa, usando linguagem popular para expor a convivência entre riqueza e miséria. Dois séculos depois, Brecht revisitou o texto ao criar A Ópera dos Três Vinténs, marco da inovação estética do teatro moderno, ao incorporar o teatro épico, as técnicas de distanciamento e a música como elemento central da crítica ao universo burguês. Ambientada entre gângsteres, prostitutas e policiais corruptos, a obra de Brecht traçava um paralelo entre o submundo do crime e a corrupção legitimada pelas elites.

Na versão brasileira, Chico Buarque transpõe essa crítica para o Rio de Janeiro dos anos 1940. Malandros, cafetões, prostitutas, contrabandistas, policiais desonestos e empresários inescrupulosos compõem um retrato ácido de uma sociedade marcada pela desigualdade e pela hipocrisia. Personagens como o cafetão Duran, sua mulher Vitória, a ambiciosa Teresinha, o golpista Max Overseas e a travesti Geni — figura recorrente de humilhação e violência — revelam um universo em que exploração, oportunismo e exclusão social se naturalizam. Embora situada historicamente na década de 1940, Ópera do Malandro dialoga de forma inquietante com o Brasil contemporâneo. A trama, ao abordar o jogo ilegal, a prostituição, o contrabando e as diversas formas de corrupção — das mais banais às estruturais —, estabelece paralelos diretos com práticas que seguem presentes no cotidiano brasileiro. As “muchachas” do calçadão de Copacabana continuam a existir, assim como persistem atitudes de violência simbólica e moral que ecoam o gesto de “jogar pedra na Geni”, metáfora da exclusão e do apedrejamento social. Em novos contornos, o contrabando reaparece na circulação irregular de canetas emagrecedoras, e temos a venda de produtos falsificados nos chamados “xing-lingues” e até em episódios recentes envolvendo bebidas adulteradas com metanol. 

Ao unir música, humor mordaz e crítica social, a obra se consolida como um dos mais contundentes retratos teatrais das contradições brasileiras, mantendo sua atualidade e força décadas após a estreia.

Folhetim, Geni e o Zepelim e a censura

A relação de Ópera do Malandro com a censura foi um dos capítulos mais significativos da história do espetáculo. Na estreia da primeira montagem, ainda sob a vigência da ditadura civil-militar, o musical foi obrigado a ir a cena com cortes e alterações determinadas pelos órgãos censores. Um dos casos mais emblemáticos envolveu a canção Folhetim interpretada pela personagem Teresinha. O verso original — “Meu amor tem um jeito de me beijar o sexo, e o mundo sai rodando, e tudo vai ficando solto e desconexo” — foi considerado inadequado e precisou ser modificado. Em seu lugar, passou a ser cantada a versão que se tornaria conhecida do grande público: “O meu amor tem um jeito de me beijar o ventre e me deixar em brasa e desfruta do meu corpo como se o meu corpo fosse a sua casa”.

Geni e o Zepelim, uma das músicas mais icônicas da obra, não sofreu censura direta, mas destacou-se por sua crítica contundente, construída de maneira alegórica e simbólica. A canção expõe a opressão, a hipocrisia moral e a violência social dirigidas a figuras marginalizadas, condensadas na personagem Geni, e lança um olhar severo sobre o tratamento dispensado a mulheres e minorias. Ao longo das décadas, essa abordagem deu origem a múltiplas leituras e debates, incluindo interpretações que associam Geni a uma mulher trans ou a uma representação ampliada de sujeitos socialmente oprimidos — discussões que voltaram ao centro do debate público com polêmicas recentes envolvendo uma adaptação cinematográfica sobre esta personagem prevista para estrear em 2026.

Inspirada na história da prostituta do conto Bola de Sebo, de Guy de Maupassant (1850-1893), a canção rapidamente se transformou em um grande sucesso popular. No entanto, a força de sua letra também provocou reações extremas. Leituras equivocadas e descontextualizadas levaram a episódios de violência simbólica, como ataques a prostitutas, acompanhados do refrão catártico “joga bosta na Geni”, reproduzido fora de seu sentido crítico original, como já dissemos. Apesar dessas distorções, a música consolidou-se como um dos momentos mais potentes da obra e serviu de base, em 1980, para um espetáculo solo de dança criado e interpretado pela atriz e bailarina Marilena Ansaldi, reafirmando a relevância artística e política da personagem.

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Ney Latorraca (Tigrão) and Edson Celulari (Max Overseas)
in the film version of Ópera do Malandro (1985).
Photo by divulgação.

Do palco às telas e às releituras contemporâneas

A Ópera do Malandro, atravessou décadas e linguagens, consolidando-se como uma das obras mais revisitadas do teatro musical brasileiro. Em 1985, o espetáculo ganhou adaptação cinematográfica dirigida por Ruy Guerra. Mantendo o formato de musical, o filme foi, à época, a produção mais ambiciosa do gênero já realizada no país. A versão para o cinema recebeu o prêmio de Melhor Direção no FestRio, o Prêmio Especial no Festival de Havana e foi escolhida como filme de encerramento da Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cannes. Com produção cuidadosa e elenco de destaque, o longa contou com Edson Celulari (Max Overseas), Ney Latorraca (Tigrão), Cláudia Ohana (Ludmila Struedel), Elba Ramalho (Margot), Fábio Sabag (Otto Struedel), J.C. Violla (Geni) e Wilson Grey (Sátiro), entre outros.

Nos palcos, uma das montagens mais marcantes ocorreu em 2003, assinada pela dupla Möeller & Botelho. O espetáculo tornou-se um grande sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Portugal, onde cumpriu duas temporadas. Tratava-se de uma produção de grande porte, com direção, cenários e figurinos de Charles Möeller e direção musical de Claudio Botelho. A montagem reuniu 20 atores em cena, 12 músicos tocando ao vivo, três palcos giratórios em um cenário de três andares e cerca de 75 figurinos. Dominada visualmente pelos Arcos da Lapa, a encenação contou com nomes como Alexandre Schumacher, Soraya Ravenle, Lucinha Lins, Mauro Mendonça, Cláudio Tovar, Alessandra Maestrini e Sandro Christopher.

Outra leitura significativa foi a montagem dirigida por João Falcão, apresentada entre 2014 e 2015. Um dos principais diferenciais da encenação foi a escolha de escalar homens para interpretar personagens femininas, recurso que dialoga com a tradição teatral e com a pesquisa estética do diretor. Moyseis Marques viveu Max Overseas, imprimindo à montagem um tom de cabaré e samba de partido alto. O elenco reuniu ainda Larissa Luz, no papel do narrador João Alegre, Fábio Enriquez, como Teresinha, e no papel de Geni o ator  Eduardo Landim, então novato em musicais, além de integrar artistas ligados a outros trabalhos musicais de Falcão, como Adren Alves e Alfredo Del Penho. A proposta buscava leveza e humor, mesmo ao tratar de negociatas e dramas urbanos, e foi amplamente elogiada pela crítica e pelo público por atualizar o clássico com inteligência e impacto cênico.

Também em 2014, a Cia. da Revista apresentou sua versão da Ópera do Malandro no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo. Com direção de Kleber Montanheiro — que também atuava em cena como o travesti Geni —, a montagem apostou em uma leitura contemporânea da obra. O cenário foi inspirado na poltrona “Favela”, dos Irmãos Campana, enquanto os figurinos predominantemente pretos dialogavam com referências de estilistas como Jean Paul Gaultier, Alexander McQueen e Coco Chanel. Diferentemente da crítica política explícita da versão original, a encenação propunha uma reflexão voltada ao indivíduo em seu contexto social, destacando os pequenos delitos cotidianos e as formas sutis de malandragem presentes nas relações humanas e na sociedade contemporânea.

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A scene from the Overture of the  new production of Ópera do Malandro – The Musical,
now on stage at Teatro Renault through March 15.
photo by Mare Martin.

Um clássico brasileiro retorna: Ópera do Malandro, na Visão de Jorge Farjalla, abre novo capítulo no Teatro Renault

Ao longo de suas diferentes encarnações, Ópera do Malandro reafirma sua vitalidade e capacidade de dialogar com distintas épocas, mantendo-se como um retrato mordaz, musical e provocador das contradições sociais brasileiras.

Não é diferente com a nova montagem que está de volta aos palcos. Ópera do Malandro – O Musical, estreou em 23 de janeiro no Teatro Renault, em São Paulo, apresentando uma nova e ousada produção que revisita o clássico quase 50 anos após sua estreia original. Com direção do consagrado encenador Jorge Farjalla e direção musical de Gui Leal, o espetáculo segue em curta temporada até 15 de março.

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José Loreto stars as Max Overseas Navalha ​​​​​​in a
contemporary reinterpretation of Chico Buarque’s classic.
photo by Mare Martin.

Ambientada no submundo boêmio do Rio de Janeiro, Ópera do Malandro narra, com ironia afiada, uma história de poder, corrupção e desejo. No centro da trama está Duran, um cafetão que se faz passar por respeitável comerciante, e sua mulher Vitória, cujo nome contrasta ironicamente com a natureza moralmente duvidosa de sua atividade. A filha do casal, Teresinha, sonha com ascensão social por meio do romance com Max Overseas Navalha, um golpista charmoso e ambicioso envolvido em esquemas escusos com o corrupto chefe de polícia Chaves, também conhecido como Tigrão. Ao redor deles circula uma galeria vibrante de personagens, entre prostitutas disfarçadas de vendedoras de butique e a figura trágica de Geni, uma travesti marginalizada que se torna alvo constante de abusos e hipocrisia.

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Valéria Barcellos portrays Geni,
a central figure in the work’s social and moral critique.
photo by Mare Martin.

A nova encenação de Farjalla celebra a permanência e a atualidade da obra de Chico Buarque ao mesmo tempo em que a reinventa para o público contemporâneo. Esta montagem incorpora ainda elementos da espiritualidade afro-brasileira, especialmente da umbanda. Referências às entidades do povo da rua influenciam a construção das personagens e a linguagem visual do espetáculo, criando uma estética singular que mistura sátira, ritual e cultura popular. O resultado é uma experiência festiva e imersiva, que convida o público não apenas a assistir, mas a se sentir implicado nos jogos morais encenados no palco.

Produzido pela Palco 7 Produções, de Marco Griesi, e pela Solo Entretenimento, de Daniela Griesi, o musical dá continuidade a uma parceria criativa de sucesso com Jorge Farjalla, responsável por alguns dos maiores êxitos teatrais recentes no Brasil. Entre as colaborações anteriores estão O Mistério de Irma Vap, Brilho Eterno e Clara Nunes – A Tal Guerreira – O Musical, que em 2024 se tornou o primeiro musical brasileiro a ocupar o palco do Teatro Renault.

Esta nova Ópera do Malandro conta com um elenco numeroso e estrelado. José Loreto interpreta Max Overseas Navalha, Carol Costa vive Teresinha e Totia Meireles dá vida a Vitória Régia. Ernani Moraes atua como Duran, Amaury Lorenzo como Tigrão/Chaves, e Valéria Barcellos imprime densidade e emoção à personagem Geni. O elenco inclui ainda Andrezza Massei (Lúcia), Ana Luiza Ferreira (Fichinha), Isaac Belfort (Barrabás), Marya Bravo (Dóris Pelanca/Cover Vitória Régia), Mateus Ribeiro (Phillip Morris/Cover Barrabás), Patrick Amstalden (Johnny Walker/Cover Max Overseas Navalha), Larissa Grajauskas (Jussara Pé de Anjo/Cover Teresinha), Paulo Viel (Big Ben/Cover Tigrão/Chaves), Marina Mathey (Dorinha Tubão/Cover Geni), Rafael Machado (General Electric/Cover Duran), Carol Botelho (Mimi Bibelô/Cover Lúcia), Giu Mallen (Shirley Paquete/Cover Fichinha), Preta Ferreira (Nêga Saliva/Ensemble), Dai Ribeiro (Telma Sanfona/Swing) e Dion Seabra (Dealer/Swing) refletindo a escala e a ambição da produção.

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Ernani Moraes and Totia Meireles as Duran and Vitória Régia,
a couple embodying power, hypocrisy and corruption.
photo by Mare Martin.

Mais do que uma simples retomada, Ópera do Malandro – O Musical se apresenta como uma homenagem a Chico Buarque e à própria tradição do teatro musical brasileiro. Com humor mordaz, canções inesquecíveis e afiada crítica social, o espetáculo segue surpreendentemente atual ao expor a tênue fronteira entre respeitabilidade e crime, além dos mecanismos persistentes de poder e exclusão.

As apresentações acontecem de sexta a domingo, com ingressos à venda pela internet e na bilheteria do Teatro Renault. Quase cinco décadas após ter provocado impacto e encantamento em sua estreia, Ópera do Malandro prova mais uma vez que sua combinação de música, sátira e reflexão política continua vibrante — e perturbadora — como nunca.

ÓPERA DO MALANDRO Revival Mixes Political Satire, References to Umbanda, and Brazilian Popular Culture  Image
Nearly five decades on, Ópera do Malandro remains timely, critical and unsettling.
photo by Mare Martin.

FICHA TÉCNICA

Texto: Chico Buarque, Rita Murtinho, Marieta Severo, Luiz Antônio Martinez Correa, Maurício Sette e Carlos Gregório. Músicas: Chico Buarque. Direção Geral, Encenação e Adaptação: Jorge Farjalla. Direção Musical: Gui Leal. Arranjos Originais: Gui Leal, Daniel Alfaro e Roniel de Souza. Direção Coreográfica: Leilane Teles. Cenografia: Chris Aizner. Aderecista e Produção de Objetos: Clau Carmo. Figurinos: Jorge Farjalla e Ùga Agú. Visagismo: Simone Momo. Designer de Luz: Gabriele Souza. Designer de Som: Randal Juliano. Direção de Arte: Kelson Spalato. Fotografia: Priscila Prade. Assistente de Direção e Direção Residente: Dani Calicchio. Maestro e Arranjos Originais: Gui Leal. Piano 1, 2º Regente e Arranjos Originais: Roniel de Souza. Piano 2: Camila Brioli. Percussão e Arranjos Originais: Daniel Alfaro. Bateria: Vinícius Teixeira. Baixo, violão e cavaco: Marcelo Brandão. Violão, guitarra e banjo brasileiro: Rogério Sales. Bandolim, violino e banjo tenor: Thiago Brisolla. Reed 1 (clarinete, sax alto e flauta): Flávio Rubens. Reed 2 (clarone, clarinete e flauta): Claudia Montin.

ÓPERA DO MALANDRO Revival Mixes Political Satire, References to Umbanda, and Brazilian Popular Culture  Image
With biting humor and iconic songs, the show invites the audience
to take part in the story’s moral game.
Andrezza Massei (as Lúcia), José Loreto (as Max Overseas Navalha) 
and Carol Costa (as Teresinha).
Photo by Priscila Prade.

ELENCO
José Loreto (Max Overseas Navalha), Carol Costa (Teresinha), Totia Meireles (Vitória Régia), Ernani Moraes (Fernandes de Duran), Amaury Lorenzo (Tigrão/Chaves), Valéria Barcellos (Geni), Andrezza Massei (Lúcia), Ana Luiza Ferreira (Fichinha), Isaac Belfort (Barrabás), Marya Bravo (Dóris Pelanca/Cover Vitória Régia), Mateus Ribeiro (Phillip Morris/Cover Barrabás), Patrick Amstalden (Johnny Walker/Cover Max Overseas Navalha), Larissa Grajauskas (Jussara Pé de Anjo/Cover Teresinha), Paulo Viel (Big Ben/Cover Tigrão/Chaves), Marina Mathey (Dorinha Tubão/Cover Geni), Rafael Machado (General Electric/Cover Duran), Carol Botelho (Mimi Bibelô/Cover Lúcia), Giu Mallen (Shirley Paquete/Cover Fichinha), Preta Ferreira

SERVIÇO

ÓPERA DO MALANDRO - MUSICAL

Temporada: de 23 de janeiro a 15 de março de 2026 Horários: sextas às 21h, sábados às 17h e 21h, domingos às 15h e 19h Local: Teatro Renault Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista, São Paulo – SP Duração: 120 minutos (sem intervalos) Classificação etária: 14 anos Redes oficiais: @operadomalandromusical

SETORES/VALORES PLATEIA VIP: de R$175,00 (meia entrada) a R$350,00 (inteira) PLATEIA PREMIUM: de R$ 150,00 (meia entrada) a R$300,00 (inteira) PLATEIA GOLD: de R$ 120,00 (meia entrada) a R$240,00 (inteira) PLATEIA SILVER: de R$ 110,00 (meia entrada) a R$220,00 (inteira) CAMAROTE SUPERIOR: de R$ 130,00 (meia entrada) a R$260,00 (inteira) BALCÃO VIP POPULAR: de R$ 25,00 (meia entrada) a R$50,00 (inteira) BALCÃO PREMIUM POPULAR: de R$ 25,00 (meia entrada) a R$50,00 (inteira) BALCÃO ECONOMY POPULAR: de R$ 25,00 (meia entrada) a R$50,00 (inteira) INGRESSOS Online: www.ticketsforfun.com.br Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência): Teatro Renault Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista, São Paulo – SP Funcionamento - terça a domingo, das 12h às 20h (exceto feriados)


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