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Capoeira, Love and Resistance Hit the Stage in Gilberto Gil’s Tropicália Anthem DOMINGO NO PARQUE

by Claudio Erlichman. The production runs from January 03rd trough February 08th, at Teatro Claro Mais SP.

By: Jan. 03, 2026
Capoeira, Love and Resistance Hit the Stage in Gilberto Gil’s Tropicália Anthem DOMINGO NO PARQUE  Image

Inspired by one of the most iconic songs in Brazilian popular music, the musical Domingo no Parque (Sunday in the Park) makes its long-awaited stage debut on January 3 at Teatro Claro Mais SP, in São Paulo. Freely based on Gilberto Gil’s award-winning 1967 composition — a landmark of the Tropicalismo movement — the production transforms the song’s dramatic narrative into a powerful “black musical” that blends music, theatre and capoeira against the backdrop of Brazil’s military dictatorship.

Set in Salvador in the early 1970s, the story follows João and Jozé, close friends who gather daily with others in the Ribeira neighborhood to play capoeira. Their bond is shaken when Jozé introduces João to a performance by his beloved Juliana, who soon begins frequenting the capoeira circle. Past passions resurface: Juliana once had an intense romance with João, which ended when he got another woman, Juci, pregnant. Since then, Juliana has pursued her dream of becoming a singer, performing in local bars while also becoming involved in anti-dictatorship movements — drawing the attention of military surveillance.

Capoeira, Love and Resistance Hit the Stage in Gilberto Gil’s Tropicália Anthem DOMINGO NO PARQUE  ImageDirected and written by Alexandre Reinecke, with musical direction by Bem Gil, Domingo no Parque features a score of 20 songs that drive the narrative forward. Alongside classics by Gilberto Gil, the repertoire includes works by Carlos Lyra, Dominguinhos and Anastácia, Dorival Caymmi, Jorge Ben Jor, Chico Buarque, Tom Jobim and Jackson do Pandeiro, as well as three original songs written especially for the production.

The cast is led by Alan Rocha (Jozé), Guilherme Silva (João), Rebeca Jamir (Juliana), Badu Morais (Juci) and Adriana Lessa (Mãe Preta), Jozé’s grandmother. With a creative team and ensemble largely composed of Black artists and professionals, the musical highlights Afro-Brazilian cultural influences — from capoeira and dance to religiosity, music and costume.

Running from January 3 to February 8, 2026, Domingo no Parque plays Thursdays and Fridays at 8 p.m.; Saturdays at 5 p.m. and 8:30 p.m.; and Sundays at 6 p.m. Online ticket sales are now open.

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Set in 1970s Salvador, Domingo no Parque explores love, capoeira and dictatorship.
photo by Priscila Prade.

Com texto e direção de Alexandre Reinecke e direção musical de Bem Gil, o espetáculo leva ao palco esse clássico por meio de um repertório que reúne canções de Gilberto Gil, Carlos Lyra, Dominguinhos e Anastácia, Dorival Caymmi, Jorge Ben Jor, Chico Buarque, Tom Jobim e Jackson do Pandeiro, além de composições inéditas criadas especialmente para a montagem pelos próprios diretores.

“Domingo no Parque”: a canção que reinventou a música brasileira

Apresentada pela primeira vez no III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em 1967, Domingo no Parque, de Gilberto Gil, tornou-se um dos marcos fundadores da Tropicália e uma das canções mais revolucionárias da história da música brasileira. Com arranjo de Rogério Duprat e participação da banda Os Mutantes, a música conquistou o segundo lugar na competição, atrás apenas de Ponteio, de Edu Lobo, em um festival considerado por muitos como o de maior qualidade técnica e artística dos anos 1960. Desde sua estreia, a canção chamou atenção por romper fronteiras estéticas. Gil buscava um som universal, que escapasse da polarização entre MPB e Jovem Guarda, samba e bossa nova versus rock’n’roll. O encontro com Os Mutantes, no Estúdio Eldorado, foi decisivo: ali surgiu a ideia de unir tradição e modernidade, capoeira e rock psicodélico, violão e berimbau com guitarra elétrica. Em um ambiente ainda conservador, a presença da guitarra elétrica no palco de um festival de música brasileira era vista como um gesto subversivo — e ousado.

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Gilberto Gil and Os Mutantes performing Domingo no Parque at the
III Festival of Brazilian Popular Music on TV Record.
photo by Divulgação.

Rogério Duprat foi o responsável por costurar essa mistura sonora, integrando a orquestra do festival, os instrumentos eletrônicos do grupo e o berimbau baiano. A expectativa de vaias era grande, mas a recepção foi muito mais favorável do que se imaginava. A força criativa de Gil e a originalidade da proposta conquistaram o público, consolidando Domingo no Parque como uma obra emblemática. Mais do que uma inovação musical, a canção se destaca pela narrativa cinematográfica de sua letra. Inspirado por cantigas folclóricas e pelo canto da capoeira, Gil construiu uma história trágica ambientada em um parque de diversões, envolvendo os personagens José, João e Juliana. A trama se desenrola com precisão dramática: o amor platônico, o ciúme, a frustração e, por fim, a violência súbita. Elementos visuais — como a roda-gigante, o sorvete de morango e a rosa vermelha — ganham força simbólica e antecipam o desfecho sangrento, em um encadeamento que o poeta Décio Pignatari comparou a uma montagem “eisensteiniana”. Gil sempre destacou a importância da rima e do deslocamento poético no processo de criação da música. Foi a busca por uma rima que o levou à Boca do Rio, em Salvador, e à lembrança de um parque de diversões visto anos antes — cenário que se tornaria central na canção. A partir daí, personagens e conflitos se organizaram, revelando arquétipos psicológicos claros: José, tímido e contido; João, expansivo e audacioso.

Lançada em disco no álbum Gilberto Gil em maio de 1968, a música voltou a contar com Os Mutantes e os arranjos de Duprat. O LP é considerado uma peça fundamental do movimento tropicalista, ao lado do álbum Caetano Veloso, lançado no mesmo ano, ambos anteriores ao disco-manifesto Tropicália ou Panis et Circencis. Ao longo da carreira, Gil regravaria Domingo no Parque diversas vezes, reafirmando sua importância e atualidade. Criada em uma madrugada no Hotel Danúbio, em São Paulo, sob forte influência das memórias da Bahia e da obra de Dorival Caymmi, Domingo no Parque sintetiza como poucas canções o espírito da Tropicália: a mistura radical de referências, o diálogo entre o popular e o experimental, o Brasil profundo e o mundo contemporâneo. Mais de meio século depois, segue sendo uma obra-prima — musical, poética e histórica.

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Adriana Lessa plays Mãe Preta, Jozé's grandmother.
photo by Priscila Prade.

Musical “Domingo no Parque” leva clássico tropicalista de Gilberto Gil aos palcos de São Paulo

Inspirado em uma das canções mais icônicas da música popular brasileira, o musical Domingo no Parque estreia em 3 de janeiro no Teatro Claro Mais SP. Livremente baseado na  composição de Gilberto Gil, de 1967 e marco do movimento Tropicalista, o espetáculo transforma a narrativa dramática da canção em um potente “musical negro”, que une música, teatro e capoeira tendo como pano de fundo o período da Ditadura Militar no Brasil.

Ambientada em Salvador, no início da década de 1970, a trama acompanha João e Jozé, amigos inseparáveis que se reúnem diariamente com outros companheiros no bairro da Ribeira para jogar capoeira. A relação entre eles começa a se abalar quando Jozé leva João para assistir a um show de sua amada Juliana, que passa a frequentar a roda de capoeira. Paixões do passado vêm à tona: Juliana viveu um romance intenso com João, interrompido quando ele engravidou outra mulher, Juci. Desde então, Juliana seguiu o sonho de ser cantora, apresentando-se em bares da cidade e se envolvendo em movimentos de resistência à ditadura — o que a coloca sob vigilância dos militares.

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Sunday in the Park with... (from left to right): Alan Rocha (as Jozé), Rebeca Jamir (as Juliana), Guilherme Silva (as João) and Badu Morais (as Juci).
photo by Priscila Prade.

Com direção e texto de Alexandre Reinecke e direção musical de Bem Gil, Domingo no Parque conta com uma trilha sonora de 20 canções que conduzem a narrativa. Além de músicas de Gilberto Gil, o repertório reúne composições de Carlos Lyra, Dominguinhos e Anastácia, Dorival Caymmi, Jorge Ben Jor, Chico Buarque, Tom Jobim e Jackson do Pandeiro, além de três canções inéditas criadas especialmente para o espetáculo. O elenco principal é formado por Alan Rocha (Jozé), Guilherme Silva (João), Rebeca Jamir (Juliana), Badu Morais (Juci) e Adriana Lessa (Mãe Preta), avó de Jozé. Com elenco e equipe criativa majoritariamente compostos por artistas e profissionais negros, o musical valoriza influências afro-brasileiras presentes na capoeira, na dança, na religiosidade, na música e nos figurinos.

Em cartaz de 3 de janeiro a 8 de fevereiro de 2026, Domingo no Parque terá apresentações às quintas e sextas-feiras, às 20h; aos sábados, às 17h e às 20h30; e aos domingos, às 18h. A venda de ingressos online já está aberta.

Capoeira, Love and Resistance Hit the Stage in Gilberto Gil’s Tropicália Anthem DOMINGO NO PARQUE  Image
photo by Priscila Prade.

Ficha Técnica
Texto e direção: Alexandre Reinecke
Direção musical: Bem Gil
Direção de arte: Billy Castilho
Figurinos: Lena Santana
Cenografia: Marco Lima
Iluminação: Cesar Pivetti
Diretora assistente: Glaucia da Fonseca
Assistente de direção: Sidney Santiago Kuanza
Assistente de Direção musical: Bruno Di Lullo e Gabe Fabbri
Arranjador, preparação vocal e regências: Gabe Fabbri
Coreografia: Tainara Cerqueira
Diretora de produção: Vanessa Campanari
Coordenação de Produção: Edinho Rodrigues
Realização: Reinecke Produções e Brancalyone Produções

ELENCO adulto
Adriana Lessa
Alan Rocha
Guilherme Silva
Rebeca Jamir
Badu Morais
Ananza Macedo
Gui Giannetto

Jean Amorim
Jack Mandinga
Júlia Perré
Júlia Sanchez
Mestre Tyson
Farini
Renée Natan
Rio Delgado
Sangela Aram
Thiago Mota
Wesley Guimarães

ELENCO (crianças)
Caio Santos
Mateus Vicente
Vitor Tomé

MÚSICOS
Bruno Di Lullo
Daniel Conceição
Gabe Fabbri
Mano Jotta

Serviço

DOMINGO NO PARQUE,
com texto e direção de Alexandre Reinecke

Temporada: 3 de janeiro a 8 de fevereiro de 2026
Quinta a sexta, às 20h; aos sábados, às 17h e às 20h30, e aos domingos, às 18h ESTREIA VIP: DIA 5 DE JANEIRO, ÀS 20H.

Teatro Claro Mais SP - Rua Olimpíadas, 360, Vila Olímpia Shopping - 5º Piso, Vila Olímpia – São Paulo
Ingressos: Plateia Premium - R$250 (inteira) e R$125 (meia-entrada) | Plateia - R$220 (inteira) e R$110 (meia-entrada) | Balcão Nobre - R$180 (inteira) e R$90 (meia-entrada) | Balcão -  R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)*
Vendas online em https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/domingo-no-parque-o-musical-15323
Bilheteria: De segunda a sábado: das 10h às 22h. Domingos e feriados: das 12h às 20h.
Telefone: (11) 3448-5061 
Classificação: 12 anos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida




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