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O acordo de grande destaque da Metropolitan Opera com o governo da Arábia Saudita - um contrato que teria rendido até US$ 200 milhões à empresa em dificuldades ao longo de oito anos - foi desfeito, relata o The New York Times.
O acordo original havia sido questionado, dada a reputação da Arábia Saudita em relação aos direitos humanos, incluindo o assassinato do jornalista do Washington Post, Jamal Khashoggi, em 2018.
De acordo com o Times, o gerente geral do Met Peter Gelb confirmou que autoridades sauditas o informaram da decisão durante uma chamada via Zoom no início desta semana, atribuindo a retirada aos danos econômicos da guerra no Irã e às interrupções no envio de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Gelb disse ao Times que os sauditas estão agora limitando seus gastos a projetos essenciais e que o acordo com o Met "cai fora do que é essencial."
O acordo, anunciado pela primeira vez em setembro, teria enviado o Met para a Casa de Ópera Royal Diriyah de Riad para uma residência de três semanas todo mês de fevereiro, um mês que a empresa não usou para performances nos últimos anos. Embora tenha sido anunciado com grande alarde, o acordo foi estruturado como um memorando de entendimento e nunca obrigou legalmente os sauditas a fornecerem o financiamento, observou o Times.
O Met está agora enfrentando um déficit de US$ 30 milhões que precisa cobrir antes do final de seu ano fiscal em 31 de julho, com a possibilidade de déficits maiores nos próximos anos. A empresa já havia tomado a iniciativa em janeiro, anunciando demissões, reduções temporárias de salários e uma programação de performances reduzida para a próxima temporada, antecipando exatamente esse desfecho.
Outras estratégias de receita continuam em jogo, incluindo o plano já anunciado de vender os direitos de nomeação para o Metropolitan Opera House, e a possível venda privada dos dois murais de Marc Chagall no lobby - que, sob os termos discutidos, permaneceriam no local durante a temporada de ópera. O Met também espera receber um legado de mais de US$ 100 milhões, mas a liquidação do espólio não é esperada para pelo menos mais um ano.
A programação da próxima temporada está definida em 17 óperas, em comparação com 25 de vários anos atrás.