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Review: After 60 Years of its Opening WEST SIDE STORY Continues to Thrill Audiences in Historic Production

by Claudio Erlichman. Now on stage at Theatro Sao Pedro, the production is directed by Claudio Botelho and Charles Moeller and stars Beto Sargentelli and Giulia Nadruz.

Review: After 60 Years of its Opening WEST SIDE STORY Continues to Thrill Audiences in Historic Production Theatro São Pedro will receive from July 8th the original staging of West Side Story, by the American composer Leonard Bernstein (1918-1990) and libretist Stephen Sondheim (1930-2021). With 25 performances, the show runs until August 7th.

The production is directed by Charles Möeller and the Brazilian version by Claudio Botelho. The musical direction is by Cláudio Cruz, who commands the Orquestra do Theatro São Pedro. Fabio Namatame signs the costumes, the scenography is by Rogério Falcão, the lighting by Paulo César Medeiros and the reassembly of the choreography by Mariana Barros.

"West Side Story is one of the greatest shows in history, we can consider it a watershed. West Side Story is maturity, where the spoken text is as deep and important as the sung music and dance. It is where the three arts come together par excellence", says Charles Möeller.

Claudio Botelho highlights: "it is a strong, renewing show, considered one of those works that kick-start anyone who decides to work with musical theater".

The production also has a cast headed by Giulia Nadruz (Maria), Beto Sargentelli (Tony), Ingrid Gaigher (Anita), Andre Torquato (Riff) and Guilherme Logullo (Bernardo).
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Foi em 1949 que pela primeira vez o compositor Leonard Bernstein (1918-1990) e o escritor Arthur Laurents (1917-2011) reuniram-se num encontro promovido pelo diretor e coreógrafo Jerome Robbins (1918-1998) para trabalharem numa versão moderna de Romeu e Julieta, de Shakespeare (1564-1616). Chamada nesta época de East Side Story, era sobre o romance de um rapaz judeu-americano com uma garota católica de ascendência italiana, em meio às guerras de gangues de rua no Lower East Side de Nova York. Os muitos compromissos profissionais obrigaram o trio a suspender o projeto por seis anos, e quando se reuniram novamente pareceu-lhes que o conflito imaginado não fazia mais sentido. Muito mais adequado à época, pensaram, seria o romance entre um rapaz descendente de poloneses com uma recém-chegada garota porto-riquenha, ainda em meio à guerra de gangues, más agora ambientada no lado oeste da cidade. Foi então que Bernstein desistiu de escrever as letras para as suas músicas e entrou em cena um jovem compositor de 27 anos chamado Stephen Sondheim (1930-2021), um talento em ascensão, que nunca tinha apresentado qualquer coisa na Broadway. O resto é História!

Review: After 60 Years of its Opening WEST SIDE STORY Continues to Thrill Audiences in Historic Production
The Balcony Scene:
Giulia Nadruz as Maria and Beto Sargentelli as Tony
photo by Heloisa Bortz

No enredo de West Side Story os Sharks e os Jets querem dominar seu território no West Side de Manhattan. Tony, um ex-Jet, está tentando amadurecer na vida, mantendo um emprego na drugstore de Doc. Riff, o atual líder da gangue, suplica a Tony para ir ao baile no ginásio da escola onde os Jets desafiarão os Sharks para uma briga. Bernardo, o chefe dos Sharks, tem uma irmã mais nova, Maria, e quando ela e Tony se encontram é amor à primeira vista. No enfrentamento um canivete é sacado e Riff é morto por Bernardo. Tony, que veio para apartar o confronto, mata Bernardo num momento de fúria cega. Anita, a namorada de Bernardo, corre para avisar a Tony que Maria quer encontra-lo e fugir, mas a gangue zomba dela e ela, em um ataque de raiva e ressentimento, mente e diz a eles que Maria foi morta por Chino. Tony vai à procura de Chino para ser morto, já que sua vida não tem mais sentido sem Maria, só para encontrá-la viva. É tarde. Chino dá um tiro mortal em Tony. Os Jets e os Sharks começam a compreender sobre a tragédia que as consequências de seus atos causaram.

West Side Story é um espetáculo emocionante, cativante e sedutor. Sua música é tão poderosa que não parece ter sido escrita a mais de sessenta anos. Além da música excepcional e das letras inteligentes de Sondheim, a coreografia galvanizante de Jerome Robbins, a visão sem preconceitos da vida das ruas de Nova York, o uso intensivo da dança servindo de moldura para o enredo de forma brilhante, que se desenvolve no formato da comédia musical, fazem de West Side Story um musical que merecidamente marcou época e inscreveu-se na lista muito exclusiva dos melhores musicais de todos os tempos, seja por suas características inovadoras, seja por sua música de alta qualidade ou suas danças que abriram novas perspectivas na Broadway.

Review: After 60 Years of its Opening WEST SIDE STORY Continues to Thrill Audiences in Historic Production
Andre Torquato (as Riff), Giulia Nadruz (as Maria),
Beto Sargentelli (as Tony), Guilherme Logullo (as Bernardo)
and Ingrid Gaigher (as Anita)
photo by Heloisa Bortz

O musical foi revivido várias vezes, apresentado em muitos países e traduzido para mais de 20 idiomas. A versão cinematográfica de 1961, aqui chamada de Amor, Sublime Amor estrelou Natalie Wood, Richard Beymer, Russ Tamblyn, Rita Moreno e George Chakiris, ganhando o Oscar de Melhor Filme além de nove outros. Na sua refilmagem, em 2021, com direção de Steven Spielberg, o filme obteve sete indicações ao Prêmio da Academia, dando a Ariana DeBose o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel de Anita, o mesmo feito alcançado sessenta anos antes por Rita Moreno, no mesmo papel. A primeira montagem brasileira de West Side Story ocorreu em 2008 no Teatro Alfa, com direção de Jorge Takla, tendo Fred Silveira e Bianca Tadini nos papeis principais de Tony e Maria.

Foi no último dia 08 de julho que finalmente estreou no Theatro São Pedro, após um adiamento devido à pandemia do COVID-19, com sessões lotadas, a tão aguardada remontagem do musical. Uma obra-prima nas mãos de quem sabe fazer. As pessoas certas, fazendo a coisa certa no local certo. Duas horas e meia de pura emoção, onde a parte artística, técnica e musical estão nada menos que impecáveis. A direção segura e feita a perfeição pela consagrada dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, nos recorda porque eles são considerados os Reis dos Musicais no país. Os dois tiveram a agudeza de espírito de nos brindarem com as coreografias originais, aqui remontadas magnificamente por Mariana Barros, uma vez que o ímpeto do show vem realmente da lendária coreografia de Jerome Robbins, onde a dança é parte integral no desenrolar da trama. Para reviver números como o Prólogo, America, The Rumble e A Dança no Ginásio (Mambo), por exemplo, foram selecionados o que há de melhor entre os dançarinos/atores/cantores do teatro musical brasileiro, já que cada um deles incorpora um personagem diferente, sabendo das motivações por trás de cada passo, exibindo uma energia cinética necessária para manter o impulso do show até a sua inevitável conclusão. A direção musical e regência com muita bravura a cargo de Cláudio Cruz comandando a Orquestra do Theatro São Pedro, ao vivo, com mais de quarenta membros, é formidável. Também é de Claudio Botelho a tarefa de verter para o português a precisa poesia de Sondheim, de forma genial, sem perder a vivacidade do original, encontrando soluções eficazes e inteligentes, com destaque, por exemplo, para a versão de Tonight/Quintet, onde ele solucionou de forma brilhante a substituição da palavra "tonight" por "você", uma vez que a canção pedia uma palavra dissílaba e que ainda mantivesse o ritmo e a melodia da letra.

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I Feel Pretty:
Ingrid Gaigher (as Anita) and Giulia Nadruz (as Maria)
photo by Heloisa Bortz

A cenografia a cargo de Rogério Falcão está integrada de tal forma ao desenrolar da trama que se no primeiro ato aqueles edifícios típicos da região dos cortiços nova-iorquinos se apresentam de forma ordenada, no segundo ato vai se transformando num caos labiríntico e desordenado, assim como o estado de espírito dos personagens. Até a parede de serviço do icônico e centenário teatro paulistano é utilizada de forma natural para compor a cena. Junte-se a isso a bela iluminação de Paulo Cesar Medeiros, dando momentos praticamente cinematográficos de muito clímax, enfatizando a ação. A cargo de Fábio Namatame, os figurinos têm todo um estudo cromático em sua paleta, usado para separar as gangues onde os Sharks usam cores mais calientes como roxos, pretos, marinhos e vermelhos e os Jets, os americanos, mais frias, vestindo azuis, marrons, laranjas e amarelos contrastando com os latinos. Maria é a única exceção: toda de branco, traja uma cor neutra até a perda da inocência.

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Quintet: Tonight
photo by Roberta Borges

Apesar da pouca idade, 30 anos, tenho o privilégio de acompanhar a carreira de Beto Sargentelli desde 2007, portanto metade de sua idade. E a entrega que ele dá a sua interpretação de Tony, é a coroação desses anos todos de muita dedicação, estudos e interesse na profissão. Ele está no apogeu do caminho que vem trilhando no teatro musical, seja na comédia ou no drama. É formidável a sua interpretação para a canção Maria, onde atinge um inalcançável si bemol, ou na dificílima Something's Coming. Sua interpretação toda inspirada num Romeu moderno é sensível ao mesmo tempo que engenhosa. Difícil não se emocionar, de não se apanhar com os olhos marejados, com sua extraordinária atuação.

Guilia Nadruz a quem também tive a sorte de acompanhar a carreira, desde Um Violinista no Telhado (2011), do qual fiz parte da produção, também mostra uma rápida ascensão profissional, aprimorando sua técnica vocal cada vez mais, em papeis sempre difíceis, que ela entrega com uma naturalidade tal, que esquecemos que tem uma cantriz lá interpretando. E com Maria não é diferente. Ela faz a sua personagem de maneira comovente passando com muita integridade da inocência e ingenuidade no Ato I para uma menina que é forçada a amadurecer no Ato II de forma surpreendente. Ela consegue ser igualmente graciosa em I Feel Pretty, romântica em Tonight e trágica em I Have a Love. No número Quinteto/Tonight reparem no final, onde ela atinge uma nota dó dificílima.

Além da extraordinária química entre o casal de protagonistas não há um número em que Beto e Giulia não levem a casa abaixo!

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Cool: The Jets
photo by Roberta Borges

Os papeis coadjuvantes são de grande importância em West Side Story, tendo músicas que ajudam a desenvolver a narrativa e definindo o caráter dos personagens. Ingrid Gaigher está incendiária como Anita (a porto-riquenha apaixonada por Bernardo). Sua interpretação aliada à dança em America é irretocável e em A Boy Like That mostra uma resignação única. André Torquato no papel de Riff (o melhor amigo de Tony) está muito desenvolto e sexy, nos brindando com uma interpretação de Cool, daquelas de tirar o fôlego. Guilherme Logullo (o irmão de Maria) apresenta um Bernardo com muita vitalidade e virilidade. Finalmente temos a soprano Raquel Paulin, numa personagem inédita, a Carmen dos Baralhos, uma espécie de identidade mítica às vezes imperceptível nos cantos dos cenários, que com seu traje negro que tudo olha, tudo vê, nos momentos decisivos da trama, como se fosse uma moira, nos surpreende com uma belíssima e enternecedora interpretação de Somewhere. Também vale ressaltar as participações de Henrique Moretzsohn como um animado Glad Hand, Ubiracy Paraná do Brasil como o policial Krupke, Fernando Patau como Doc, o dono da drugstore e Romis Ferreira como Shrank.

O show dá ênfase aos ruídos metálicos das grandes cidades, à vida dos cortiços das áreas pobres de Nova York e confina o lirismo à história de amor e à paixão que brota espontaneamente da música de Bernstein. Más o impressionante é que mesmo os desvios óbvios da história original de Shakespeare (p.ex.: Julieta/Maria acaba viva), não afetam a integralidade da obra que é muito forte. Um elemento que West Side Story tem que salva a noite da tragédia absoluta - um elemento que Romeu e Julieta de Shakespeare não tem - é a sensação de perdão. Tony, amadurecendo e tentando escapar do ciclo de violência, morre enquanto tenta parar seus pares de seu código de honra auto imposto. Quando, em sua imaturidade, os Jets e os Sharks permitem que suas emoções aumentem a violência, são os seus que se machucam, e só então as gangues começam a entender o que todos os seus insultos, provocações e inseguranças causaram. O musical pode tirar sarro do policial Krupke e de todos os sentimentos de pena ou solidariedade excessiva que tentam desculpar as ações dos delinquentes em bases sociológicas, mas o musical em si, embora de forma alguma tolere as ações ou se esquive de suas consequências, ainda tem um momento de união e esperança no final. É essa esperança que torna a intensidade da noite suportável e torna West Side Story eterno.

Review: After 60 Years of its Opening WEST SIDE STORY Continues to Thrill Audiences in Historic Production
America: The Shark's Girls
photo by Roberta Borges

Ópera e musicais da Broadway compartilham de uma característica muito importante: o poder e a beleza do canto. Enquanto a Broadway costuma adaptar as óperas à sua própria estética (como em Miss Saygon, Aida, RENT ou Carmen Jones), algumas casas de ópera pegaram musicais arrojados existentes e os apresentaram do modo como foram escritos. Que o sucesso desta montagem de West Side Story estimule o Theatro São Pedro/Santa Marcelina Cultura a levar em suas futuras temporadas outros musicais que hoje em dia já integram o repertório de muitas companhias de ópera ao redor do mundo. The Most Happy Fella, Porgy and Bess, She Loves Me, South Pacific, Candide, Magdalena, Show Boat, A Little Night Music e Carousel são apenas algumas sugestões.

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The Dance at the Gym: Mambo
photo by Roberta Borges



SERVIÇO:

Review: After 60 Years of its Opening WEST SIDE STORY Continues to Thrill Audiences in Historic Production
Something's Coming: Beto Sargentelli as Tony
photo by Roberta Borges

WEST SIDE STORY
Baseado na concepção de Jerome Robbins
Texto Arthur Laurents
Música Leonard Bernstein
Letras Stephen Sondheim
Produção original dirigida e coreografada por Jerome Robbins
(Originalmente produzido na Broadway por Robert E. Griffith e Harold S. Prince em acordo com Roger L. Stevens)

ORQUESTRA DO THEATRO SÃO PEDRO

Charles Möeller, direção geral
Claudio Botelho, versão brasileira
Claudio Cruz, direção musical
Mariana Barros, remontagem de coreografia
Rogério Falcão, cenografia
Fabio Namatame, figurino
Paulo Medeiros, iluminação

ELENCO:
Giulia Nadruz, Maria
Beto Sargentelli, Tony
Ingrid Gaigher, Anita
Andre Torquato, Riff
Guilherme Logullo, Bernardo

Jets Boys:
Gabriel Conrad, Diesel
Thadeu Torres, Action
Diego Martins, A-Rab
Danilo Barbieri, Baby John
Bruno Boer, Big Deal
Alvinho de Pádua, Snowboy
Caru Truzzi, Anybodys

Jet Girls:
Andreza Medeiros, Velma
Mari Amaral, Graziella
Natalia Serra, Minnie
Larissa Leão, Clarice

Sharks Boys:
Victor Leal, Chino
Gabriel Querino, Pepe
Cezar Rocafi, Indio
Davi Tostes, Luis
Paulo Victor, Anxious
Victor Vargas, Mordidelas

Shark Girls:
Carol Botelho, Rosalia
Luana Zehnun, Consuelo
Moira Osorio, Teresita
Mariana Montenegro, Francisca

Os Adultos:
Fernando Patau, Doc
Romis Ferreira, Schrank
Ubiracy Brasil, Krupke
Henrique Moretzsohn, Glad Hand

Raquel Paulin, Uma Jovem

Récitas: 8, 9, 10, 13, 14, 15, 16, 17, 20, 21, 22, 23, 24, 26, 27, 28, 29, 30 e 31 de julho;
2, 3, 4, 5, 6 e 7 de agosto;

quartas às 15h,
terças, quintas, sextas e sábados às 20h,
domingos às 17h
Ingressos: R$ 80 a R$ 15 (meia)
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