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Sophocles Meets Political Power: Robert Icke's Acclaimed OEDIPUS (Édipo) Opens MASP Auditorium

by Claudio Erlichman. The production runs from July 04th through September 06th at Auditório do MASP.

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São Paulo, Brazil  — One of the most celebrated theatrical reinterpretations of recent years is coming to Brazil. Beginning July 4, the MASP Auditorium in São Paulo will present Oedipus, Robert Icke's riveting contemporary adaptation of Sophocles'  (circa 497 BC - 405 BC) timeless tragedy, directed by Clara Carvalho. Reimagined as a gripping political thriller unfolding in real time on election night, the play follows a charismatic candidate on the verge of a landslide victory whose relentless search for the truth threatens to destroy his career, his family, and his sense of identity.

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Following acclaimed runs in London's Wyndham's Theatre and on Broadway at Studio 54, Icke's production has become an international theatrical phenomenon. The original staging earned the playwright-director the Critics' Circle Theatre Award for Best Director, while stars Mark Strong and Lesley Manville received Bes

Actor and Best Actress honors. The Broadway production went on to receive seven Tony Award nominations, with Manville winning Best Leading Actress in a Play for her unforgettable performance as Jocasta.

The Brazilian production stars Sergio Mastropasqua as Oedipus and Clarisse Abujamra as Jocasta, whose role is significantly expanded in Icke's adaptation. Preserving the classical unities of time, place, and action, the play combines the suspense of a political conspiracy with a profound exploration of truth, power, family, and identity. Director Clara Carvalho embraces a contemporary visual language inspired by Lina Bo Bardi's brutalist architecture and the symbolic significance of MASP as one of São Paulo's foremost civic and political landmarks.

Produced by SM Arte Cultura and Círculo de Atores, with concept by Rosalie Rahal Haddad, Oedipus runs through September 6, with performances on Fridays and Saturdays at 8:00 p.m. and Sundays at 6:00 p.m. Blending Sophocles' enduring masterpiece with Robert Icke's bold contemporary vision, the production offers Brazilian audiences a thrilling reminder that the great est Greek tragedies continue to speak powerfully to today's political and social realities.

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Inspired by the brutalist architecture of Lina Bo Bardi and the civic significance of MASP (São Paulo Museum of Art), the production blends modern political imagery with classical tragedy.
photo by Creative Commons.

Em uma nova adaptação do premiado dramaturgo inglês Robert Icke, Édipo transforma a tragédia clássica de Sófocles em um eletrizante thriller político contemporâneo. A ação se passa no comitê de campanha de Édipo, um candidato prestes a conquistar uma vitória eleitoral esmagadora, quando revelações inesperadas colocam em xeque sua trajetória pessoal e política. Sergio Mastropasqua interpreta o protagonista, enquanto Clarisse Abujamra vive uma Jocasta reinventada por Icke, que assume um papel muito mais central e complexo do que na obra original. Considerada por Aristóteles a mais perfeita das tragédias, Édipo Rei ressurge nesta montagem com impressionante força e atualidade.

Uma das releituras teatrais mais celebradas dos últimos anos chega ao Brasil. A partir de 4 de julho, o Auditório do MASP recebe Édipo, adaptação contemporânea do dramaturgo britânico Robert Icke para a tragédia clássica de Sófocles (circa 497 a.C. -  405 a.C), com direção de Clara Carvalho. Em vez da Tebas da Grécia Antiga, Icke transporta a história para os bastidores de uma campanha eleitoral contemporânea. O protagonista é um político carismático prestes a conquistar uma vitória esmagadora nas urnas. Enquanto os votos são apurados e o clima é de celebração, segredos enterrados começam a emergir, colocando em risco não apenas sua carreira, mas também sua família, sua identidade e tudo aquilo em que acredita. O resultado é um thriller político eletrizante que transforma uma das maiores tragédias da literatura em um suspense psicológico sobre poder, verdade, ambição e o preço devastador do autoconhecimento.

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Sergio Mastropasqua plays Oedipus, a politician whose pursuit
of truth threatens to unravel his career, family, and identity.
photo by Ronaldo Gutierrez.

Um sucesso internacional
A adaptação de Robert Icke tornou-se um dos maiores acontecimentos recentes do teatro internacional. A montagem em língua inglesa estreou em outubro de 2024, no Wyndham's Theatre, em Londres, estrelada por Mark Strong e Lesley Manville. A produção foi amplamente elogiada pela crítica e rendeu a Icke o prêmio de Melhor Diretor no Critics' Circle Theatre Awards, enquanto os dois protagonistas conquistaram os prêmios de Melhor Ator e Melhor Atriz. O sucesso atravessou o Atlântico e chegou à Broadway no segundo semestre de 2025, ocupando o palco do Studio 54 até fevereiro de 2026, também com enorme repercussão de crítica e público. Na 79ª edição do Tony Awards, o espetáculo recebeu sete indicações, incluindo Melhor Direção de Peça para Robert Icke. A atriz Lesley Manville conquistou o prêmio de Melhor Atriz em Peça, por sua marcante interpretação de Jocasta.

Uma montagem brasileira contemporânea
A encenação brasileira preserva a arquitetura dramática concebida por Sófocles e recriada por Robert Icke, trazendo-a para um contexto profundamente atual. Com direção de Clara Carvalho, a montagem é protagonizada por Sergio Mastropasqua, no papel de Édipo, e Clarisse Abujamra, como Jocasta. Um dos aspectos mais inovadores da adaptação é justamente o fortalecimento da personagem feminina, que deixa de ocupar uma posição secundária para ganhar protagonismo e oferecer ao público uma nova perspectiva sobre a tragédia.

Para Clara Carvalho, o objetivo da adaptação não é modernizar um clássico simplesmente por atualizá-lo. "Não é que Édipo Rei precise ser atualizado. É uma tragédia tão perfeita que, passados 2.500 anos, continua absolutamente atual em sua dimensão universal. O que Robert Icke realiza é uma releitura brilhante, preservando toda a estrutura da obra enquanto investiga como se constroem o poder, as narrativas e a própria identidade".

A montagem foi idealizada pela pesquisadora Rosalie Rahal Haddad, realizada pelo Círculo de Atores e produzida pela SM Arte Cultura, dando continuidade à parceria responsável por montagens de destaque como A Profissão da Sra. Warren, O Dilema do Médico e Hedda Gabler.

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Clarisse Abujamra brings new depth to Jocasta, whose role
is significantly expanded in Robert Icke's contemporary
adaptation of Sophocles' classic tragedy.
photo by Ronaldo Gutierrez.

Poder, identidade e a busca pela verdade
Embora tenha origem em uma das mais antigas tragédias da humanidade, Édipo dialoga diretamente com o presente. Toda a ação acontece durante uma única noite — a noite de uma eleição decisiva. Ignorando sucessivos alertas, Édipo decide investigar o passado de seu antecessor. Quanto mais se aproxima da verdade, mais irreversíveis se tornam as consequências. A adaptação preserva as unidades clássicas de tempo, espaço e ação, mas incorpora o ritmo e a tensão de um thriller político contemporâneo. No centro da narrativa permanece a pergunta que faz da obra de Sófocles um clássico há quase vinte e cinco séculos: Até que ponto realmente desejamos conhecer a verdade sobre nós mesmos e sobre aqueles que amamos?

Segundo Sergio Mastropasqua, essa permanência explica a força do personagem. "Édipo é um personagem que continuará existindo enquanto houver pessoas capazes de ler e fazer teatro. A atualidade é apenas mais um momento dessa trajetória. Questões como autoritarismo, violência, discriminação, sucessão política e construção de narrativas continuam atravessando essa história".

Para Clarisse Abujamra, uma das maiores qualidades da adaptação está justamente na reinvenção de Jocasta. "Ela deixa de ser apenas uma personagem da tragédia para se tornar uma mulher contemporânea, complexa e profundamente humana. A sensação é de acompanhar uma investigação em que cada nova revelação muda completamente o rumo da história. Esse aspecto de thriller é um dos grandes méritos do texto".

A arquitetura como símbolo político
A linguagem visual da montagem reforça sua contemporaneidade. O cenário de Chris Aizner, os figurinos de Marichilene Artisevskis e a trilha sonora de Gregory Slivar constroem um ambiente que une o universo das campanhas eleitorais à grandiosidade da tragédia grega. A cenografia inspira-se no brutalismo de Lina Bo Bardi e no icônico vão livre do MASP, tradicional palco de manifestações políticas em São Paulo. Essa aproximação entre arquitetura, espaço público e poder amplia ainda mais a reflexão proposta pelo espetáculo sobre liderança, imagem pública e memória coletiva.

Ao combinar a força dramática de Sófocles com a escrita contemporânea de Robert Icke, Édipo reafirma a permanência dos grandes clássicos e demonstra como uma tragédia escrita há 2.500 anos continua capaz de lançar luz sobre as inquietações políticas, sociais e humanas do nosso tempo.

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The production preserves the dramatic power of Sophocles
while placing the ancient tragedy in the heart of a
contemporary political campaign.
photo by Ronaldo Gutierrez.

FICHA TÉCNICA:

Idealização e Produção Geral: Rosalie Rahal Haddad. 
Texto: Robert Icke
Direção e Tradução: Clara Carvalho. 
Diretor Assistente: Thiago Ledier. 

Elenco: Sergio Mastropasqua, Clarisse Abujamra, Oswaldo Mendes, Chris Couto, João Bourbonnais, Thalles Cabral, Thaina Muniz, Márcia Teodoro, Marisa Mainarte, Rodrigo Scarpelli, Thomas Huszar e Roberto Borenstein 

Música Original: Gregory Slivar. 
Cenografia e arquitetura cênica: Chris Aizner. 
Cenotécnico: Alício Silva / Casa Malagueta. 
Figurino: Marichilene Artisevskis. 
Iluminação: Gabriele Souza. 
Direção de Imagem: Ícarus Filmes. 
Identidade Visual: Sergio Mastropasqua. 
Redes Sociais e Gestão de Tráfego: Lead Performance. 
Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. 
Produção: SM Arte Cultura. 
Direção de Produção: Selene Marinho. 
Coordenação de Produção: Sergio Mastropasqua. 
Produção Executiva: André Roman /Teatro de Jardim. 
Realização: Círculo De Atores.

SERVIÇO:
Local:
Auditório do Masp
Temporada: 04 de julho a 06 de setembro. Sextas e sábados às 20h, domingos às 18h.
Classificação: 16 anos.
Duração: 110 minutos.
Capacidade: 344 lugares.
Ingressos: Sextas: R$100 (inteira) - R$50 (meia) / Sábados e domingos: R$120 (inteira) - R$60 (meia).
https://bileto.sympla.com.br/event/121617/





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