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Offenbach’s Irreverent Classic ORPHEUS IN THE UNDERWORLD (Orfeu no Inferno) Opens 2026 Lyric Season at Theatro São Pedro

by Claudio Erlichman. The production runs from April 19th through 26th, at Theatro São Pedro.

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Offenbach’s Irreverent Classic ORPHEUS IN THE UNDERWORLD (Orfeu no Inferno) Opens 2026 Lyric Season at Theatro São Pedro

SÃO PAULO, BRAZIL The 2026 lyric season at Theatro São Pedro will open on April 17 with Orpheus in the Underworld (Orphée aux enfers), the irreverent operetta by Jacques Offenbach (1819-80). Directed by Cibele Forjaz and conducted by André Dos Santos, the production will run for five performances through April 26, launching the season with a lively mix of satire, music, and theatrical flair. Premiered in Paris in 1858 with a libretto by Hector Crémieux (1828-92) and Ludovic Halévy (1834-1908), the work became a defining success for Offenbach and a cornerstone in the development of operetta. Its sharp humor and accessible musical style helped distinguish it from grand opera traditions, while a later expanded version in 1874 further solidified its international popularity.

Offenbach’s Irreverent Classic ORPHEUS IN THE UNDERWORLD (Orfeu no Inferno) Opens 2026 Lyric Season at Theatro São Pedro ImageA comic reimagining of the classic Greek myth, Offenbach’s version flips the familiar tragic narrative popularized by Christoph Willibald Gluck (1714-87). Here, Orpheus is a reluctant and unremarkable musician, while Eurydice emerges as a bold and independent figure who willingly embraces life in the underworld. The result is a playful satire that shifts the focus from tragedy to wit, freedom, and social commentary.

Musically, the operetta blends elegant courtly forms with popular rhythms, dance, and spoken dialogue, showcasing Offenbach’s gift for melody and theatrical timing. The famous “Galop infernal,” later associated with the can-can in venues like the Moulin Rouge and Folies Bergère, remains one of its most recognizable highlights. With its combination of humor, musical brilliance, and inventive storytelling, the production promises an engaging and entertaining start to the season.

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Performers bring humor and musical brilliance to Offenbach’s enduring operetta favorite.
photo by Íris Zanetti.

Orfeu no Inferno inaugura a temporada lírica no Theatro São Pedro
A opereta de Jacques Offenbach, que propõe uma releitura cômica do mito de Orfeu e Eurídice, terá apresentações nos dias 17, 19, 22, 24 e 26 de abril

Uma das obras mais icônicas e subversivas do repertório operístico, Orfeu no Inferno (Orphée aux enfers), de Jacques Offenbach (1819-80), abrirá a temporada lírica de 2026 no Theatro São Pedro no dia 17 de abril. Com récitas também nos dias 19, 22, 24 e 26 de abril, a produção promete uma combinação vibrante de sátira, música e teatralidade, com direção cênica de Cibele Forjaz e direção musical de André Dos Santos, à frente da orquestra da casa. Estreada originalmente em Paris, em 1858, com libreto de Hector Crémieux (1828-92) e Ludovic Halévy (1834-1908), a opereta de Offenbach marcou um ponto de virada na carreira do compositor — e na história do teatro musical. Inicialmente apresentada como uma opéra bouffon em dois atos, a obra tornou-se um sucesso imediato de bilheteria, salvando o Théâtre des Bouffes-Parisiens de dificuldades financeiras. Uma versão ampliada, lançada em 1874, consolidou ainda mais sua popularidade, batendo recordes de público e garantindo seu lugar como uma das operetas mais encenadas no mundo.

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Jacques Offenbach (1819-80).

No centro da obra está uma releitura espirituosa e irreverente de um dos mitos mais duradouros da Grécia Antiga. Em contraste com a versão trágica eternizada em Orfeu e Eurídice, de Christoph Willibald Gluck (1714-87), Offenbach subverte completamente a narrativa. Aqui, Orfeu não é um músico divino, mas um medíocre professor de violino, e Eurídice está longe de ser uma vítima passiva. Após ser picada por uma cobra, ela desce voluntariamente ao submundo para se juntar a Plutão — para alívio do próprio Orfeu. Forçado pela personificação da Opinião Pública a tentar resgatá-la, Orfeu parte, a contragosto, para o mundo inferior, apenas para ver a missão fracassar de maneira que deixa ambos satisfeitos. Nessa inversão bem-humorada, Eurídice assume um papel central e dinâmico, movida pelo desejo de liberdade e prazer, em vez de submissão ou tragédia.

Musicalmente, a opereta é tão inventiva quanto divertida. Offenbach combina minuetes cortesãos com ritmos populares, danças e diálogos falados, criando uma forma leve e acessível que ajudou a definir o próprio gênero da opereta. A partitura também inclui paródias afiadas da obra de Gluck, refletindo a visão satírica do compositor sobre as convenções da ópera no século XIX. O momento musical mais famoso da obra, o exuberante “Galop infernal”, ultrapassou os palcos e tornou-se sinônimo do animado cancã. Popularizada em cabarés parisienses como o Moulin Rouge e o Folies Bergère no fim do século XIX, a melodia permanece imediatamente reconhecível pelo público até hoje.

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Offenbach’s irreverent take on the Orpheus myth comes to life in a lively new production in São Paulo.
photo by Íris Zanetti.

Para o maestro André Dos Santos, que retorna ao repertório de Offenbach pela 12ª vez, a obra do compositor oferece um prazer artístico singular. Ele destaca o equilíbrio entre humor, precisão rítmica e charme melódico como características marcantes. “Há uma leveza de expressão e uma inteligência no humor e na sátira, aliadas a uma orquestração refinada e melodias que conquistam o público imediatamente”, afirma. O maestro também ressalta o principal desafio de encenar Offenbach: integrar plenamente canto e atuação. “O texto precisa conduzir, mas os intérpretes também devem ser excelentes cantores. É um equilíbrio exigente”, explica, demonstrando confiança de que o elenco e a equipe criativa reunidos estarão à altura — e irão além — das expectativas.

Com sua combinação de humor, brilhantismo musical e inventividade cênica, Orfeu no Inferno continua a encantar plateias mais de um século após sua estreia. Ao abrir a nova temporada em São Paulo, esta montagem convida tanto os amantes da ópera quanto novos públicos a vivenciar uma obra que diverte, provoca e encanta na mesma medida.

Offenbach’s Irreverent Classic ORPHEUS IN THE UNDERWORLD (Orfeu no Inferno) Opens 2026 Lyric Season at Theatro São Pedro Image
A scene from Orpheus in the Underworld, blending satire, music, and theatrical spectacle.
photo by Íris Zanetti.


Temporada Lírica do Theatro São Pedro

ORFEU NO INFERNO

Orquestra do Theatro São Pedro
André Dos Santos, direção musical
Cibele Forjaz, direção cênica
Simone Mina, direção de arte
Bruno Costa, regente coral
Fabio Bezuti, preparador vocal
Ligiana Costa, dramaturgismo
Roberto Alencar, coreógrafo
Ana Noronha, coreógrafa
Matheus Brant, iluminação
Westerley Dornellas, visagismo
Vic Von Poser, video-arte
Ronaldo Zero, direção de palco e assistência de direção cênica
Paulo Galvão, assistência de direção musical
Grazi Cavalcanti, figurinista associada
Vinicius Cardoso, cenógrafo associado
Juliana Russo, ilustradora e apoio de direção cênica

Offenbach’s Irreverent Classic ORPHEUS IN THE UNDERWORLD (Orfeu no Inferno) Opens 2026 Lyric Season at Theatro São Pedro ImageElenco:
Anna Beatriz Gomes, Eurídice
Denise de Freitas, Opinião Pública
Juliana Taino, Cupido
Aníbal Mancini, Plutão
Vitorio Scarpi, Orfeu
Vinícius Atique, Jupiter
Mauricio Etchebehere, John Stix
Isabella Luchi, Diana
Carlos Eduardo Santos, Mercúrio
Isaque Oliveira, Marte
Larissa Guimarães, Juno
Edileuza Ribeiro, Vênus
Mayra Terzian, Minerva
Ulisses Montoni, Morfeu e Leitor
Luisa Aguillar, Cybele
Elisa Furtado, Pomone
Alessandra Carvalho, Flore
Alessandra Wingter, Ceres
Cecília Massa, Amor

Malu Avelar, atriz
Tenca, atriz
Ana Noronha, bailarina
Roberto Alencar, bailarino

Coro
Patricia Dantas, soprano
Yohana Granata, soprano
Estefania Maite, contralto
Karen Zapalla, contralto
Laleska Terzetti, contralto
Marco Mautav, tenor
Paulo Lanine, tenor
Robson Godoy, tenor
Rodrigo Morales, tenor
Claudio Marques, baixo
Diego Maurílio, baixo
Julian Linischuk, baixo
Moisés Helbert, baixoRenan Messina, baixo

JACQUES OFFENBACH (1819-1880)

Orfeu no Inferno – 180’

[Versão Brasileira: André Dos Santos]
[Mediante acordo com Bote & Bock Berlin e Boosey & Hawkes, editora e proprietário dos direitos autorais.]

Ensaio geral aberto e gratuito: 15 de abril, 19h, Theatro São Pedro
Récitas: 17, 19, 22, 24 e 26 de abril
Quartas e sextas-feiras às 20h; domingos às 17h, Theatro São Pedro

Classificação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 41 (meia-entrada) a R$ 124 (inteira), aqui

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