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Mamet’s OLEANNA Returns to the Stage in São Paulo with an Immersive, Confrontational New Production

by Claudio Erlichman. The production runs from April 10th through June 07th, at Teatro Vivo.

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Mamet’s OLEANNA Returns to the Stage in São Paulo with an Immersive, Confrontational New Production

São Paulo, Brazil  — A new Brazilian production of Oleanna by David Mamet will open April 10 at the Teatro Vivo, bringing the playwright’s acclaimed two-character drama back to the city with a striking contemporary approach. Directed by Daniela Stirbulov and starring Velson D’Souza and Julianna Gerais, the production revisits a work widely considered a cornerstone of modern theater, first staged in Brazil in 1996. Oleanna centers on the escalating conflict between John, a university professor seeking a promotion, and Carol, a student struggling in his course. What begins as a request for academic help quickly turns into a high-stakes confrontation when Carol files formal accusations against John, alleging sexism, elitism, inappropriate conduct, and sexual harassment. As John faces the potential collapse of his career, both characters become entangled in a tense and emotionally charged battle over interpretation and intent.

Mamet’s OLEANNA Returns to the Stage in São Paulo with an Immersive, Confrontational New Production ImageKnown for its ambiguity, Mamet’s play places the audience in a unique position: rather than guiding viewers toward a definitive conclusion, it presents all interactions between the characters, allowing each spectator to form their own judgment. The themes of power dynamics, communication breakdown, and subjective truth remain highly relevant, especially in the context of ongoing debates around political correctness, gender equality, and institutional authority.

This new staging amplifies those tensions through an immersive format designed for just 50 audience members. With spectators seated in two opposing rows facing each other across the performance space, the production transforms the audience into a “silent jury,” both observing and being observed. The innovative spatial design reinforces the play’s central question—how many sides can a single truth have?—offering a visceral theatrical experience that challenges perceptions and invites reflection.

Mamet’s OLEANNA Returns to the Stage in São Paulo with an Immersive, Confrontational New Production Image
Velson D’Souza and Julianna Gerais star in the new Brazilian production of
Oleanna by David Mamet.
photo by Caio Gallucci.

Considerado um clássico do Teatro contemporâneo, Oleanna, de David Mamet, estreia em abril no Espaço de Convivência do Teatro Vivo protagonizada pelos atores Velson D’ Souza e Julianna Gerais e com direção de Daniela Stirbulov.

Um marco do teatro contemporâneo, Oleanna, de David Mamet, estreia uma nova produção brasileira no dia 10 de abril, no Teatro Vivo, convidando o público a mergulhar em uma análise tensa e profundamente provocadora sobre poder, comunicação e verdade. Dirigido por Daniela Stirbulov e estrelado por Velson D’Souza e Julianna Gerais, o espetáculo marca o retorno do drama de dois personagens, escrito por Mamet em 1992, aos palcos brasileiros, três décadas após sua primeira montagem no país, em 1996, protagonizada por Antônio Fagundes e Mara Carvalho.

Mamet’s OLEANNA Returns to the Stage in São Paulo with an Immersive, Confrontational New Production Image
Velson D’Souza stars as John,
a production that challenges audiences to question perception and power.
photo by Caio Gallucci.

No centro da trama está a relação volátil entre John, um professor universitário prestes a conquistar uma promoção decisiva em sua carreira, e Carol, uma aluna com dificuldades no curso. O que começa como um encontro acadêmico aparentemente rotineiro se transforma em um confronto dramático quando Carol apresenta uma denúncia formal contra John, acusando-o de sexismo, elitismo, comportamento inadequado e assédio sexual. Diante da possível ruína de sua carreira, John tenta compreender as acusações e convencer a aluna a retirar a queixa, revelando a fragilidade da comunicação e a complexidade das relações de poder dentro das instituições de ensino.

O título da peça, retirado de uma canção folclórica , refere-se a uma visão escapista de utopia do século XIX. Posteriormente o texto foi adaptado pelo próprio autor para o cinema em 1994, e ainda permanece surpreendentemente atual. Em vez de oferecer respostas fáceis ou uma narrativa definitiva de culpa ou inocência, Oleanna coloca o público em uma posição singular: ao ter acesso a todas as interações privadas entre os personagens, cabe ao espectador tirar suas próprias conclusões. A peça evita julgamentos simplistas e levanta questões desconfortáveis sobre percepção, viés e a natureza subjetiva da verdade.

Mamet’s OLEANNA Returns to the Stage in São Paulo with an Immersive, Confrontational New Production Image
Julianna Gerais stars as Carol in Oleanna,
an immersive staging that places audiences face-to-face with the action.
photo by Caio Gallucci.

A nova encenação em São Paulo intensifica essa ambiguidade por meio de uma proposta espacial ousada e imersiva. Com capacidade para apenas 50 pessoas, a montagem dispõe duas fileiras de espectadores frente a frente, separadas por um corredor central onde a ação acontece. Nesse formato, o público não apenas observa — ele também é observado. Cada espectador se torna parte da paisagem cênica e psicológica, transformando a experiência teatral em uma espécie de júri silencioso.

Essa escolha reforça uma das questões centrais da obra: quantos lados pode ter uma mesma verdade? À medida que o embate entre professor e aluna se desenvolve, o público é envolvido na tensão e instigado a rever suas próprias certezas e julgamentos. A própria arquitetura do espaço torna-se uma metáfora da polarização — dois lados que se encaram, cada um reivindicando sua legitimidade.

Para além do conflito pessoal, Oleanna dialoga com debates contemporâneos sobre o chamado “politicamente correto” e as normas sociais. A peça reflete perspectivas em choque: de um lado, aqueles que consideram essas normas punitivas ou arbitrárias; de outro, os que as veem como ferramentas essenciais para promover inclusão e evitar constrangimentos. Na narrativa, a visão de Carol se conecta às discussões sobre igualdade de gênero e às dificuldades enfrentadas por estudantes economicamente desfavorecidos no ambiente universitário.

Segundo a diretora Daniela Stirbulov, a proposta é potencializar essas tensões não apenas na atuação, mas também na forma. Ao eliminar a distância entre público e cena, a encenação evidencia como conflitos contemporâneos — envolvendo poder, cancelamento e disputas de narrativa — se manifestam tanto em espaços privados quanto no debate público.

Com sua estrutura enxuta, intensidade psicológica e relevância duradoura, Oleanna segue desafiando plateias a encarar verdades incômodas. Esta nova montagem brasileira promete uma experiência teatral visceral e instigante — que não apenas conta uma história, mas convoca o público a participar ativamente do processo de interpretação.

Mamet’s OLEANNA Returns to the Stage in São Paulo with an Immersive, Confrontational New Production Image
This new staging of Oleanna highlights the fragility of communication and shifting truths.
photo by Caio Gallucci.

Ficha Técnica:
Texto:
 David Mamet
Tradução: Velson d’Souza
Direção: Daniela Stirbulov
Elenco: Velson D’Souza e Julianna Gerais
Assistente de direção: Enzo Malaquias
Direção de produção: Fabio Camara
Cenografia: Carmem Guerra
Adereços: Rebeca Oliveira
Figurino: Allan Ferc
Iluminação: Fran Barros
Assessoria de imprensa: Fabio Camara
Design gráfico: Enzo Malaquias
Mídias sociais: Carolina Romano
Fotos: Caio Gallucci
Produção: Braza Produções e Lugibi Produções
Realização: Braza Produções e Espaço Co.Lab
Idealização: Velson D’ Souza

SERVIÇO:
LOCAL: Teatro Vivo (Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 – Vila Cordeiro). 40 lugares
DATA: 10/04 até 07/06 (Sexta e sábado 20h e domingo 18h).
INFORMAÇÕES: 11 3430 1524
VENDAS PELA INTERNEThttps://bileto.sympla.com.br/event/117441
INGRESSOS: R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia).
DURAÇÃO:  70 min 
CLASSIFICAÇÃO:  14 anos

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